Magalhães Gouvêa + Casanova
02.04.19 a 04.05.19

Curadoria:
O objeto central da Exposição Magalhães Gouvêa Escritório de Arte + CASANOVA é a fotografia. Nosso ponto de partida são os possíveis encontros entre as obras de artistas que trabalham em ambos os espaços, gerando relações e diálogos induzidos pela proposta de repensar a fotografia fine arts produzida hoje. Buscamos caminhos em que as obras de artistas de diferentes gerações e países convivam em um mesmo espaço expositivo, por meio das possibilidades temáticas, como a fotografia na paisagem, no retrato, no tempo, na ficção, e como ferramenta política. Um exemplo são as imagens de Douglas Gordon, Gilvan Barreto, Michael Wesely e Rosângela Rennó.
Na fotografia “Sem título (old nazista)”, 2000, da série vermelha a artista ressignifica imagens de arquivos, criando outra narrativa; ao lado, o Alemão Michael Wesely expõe “Vale do Anhangabaú. 19.18 – 20.07 Uhr, 11.8.2017”, em que utiliza uma câmera com longa exposição para documentar as manifestações que ocorreram durante o impeachment da ex-presidente Dilma Roussef. O uso da potência estética da imagem como discurso político também se encontra nos trabalhos “Postcards from Brazil”, 2017, de Gilvan Barreto, que exemplifica diferentes formas de tortura utilizadas durante a ditadura militar brasileira, e “Croque Mort”, 2000, de Douglas
Gordon, expressão empregada por agentes funerários e em rituais para conferir se o defunto está vivo.
A paisagem é uma das outras vertentes da mostra, representada nas obras de Claudia Jaguaribe e Claudio Edinger. A primeira expõe “Horror Vacui”, 2017, um backlight vermelho disposto no chão da galeria composto por um pot-pourri de imagens de paisagens noturnas de Beijing, mostrando uma China contemporânea e tradicional. Em “Vista Chinesa”, 2001, Claudio Edinger retrata a paisagem carioca, fotografada com uma câmera analógica de grande formato, a partir do mirante que leva o mesmo nome, com a marca tradicional de Edinger: o foco seletivo. Guilherme Ghisoni e Renata Padovan mostram a imprevisibilidade do tempo. Em “Um dia depois do outro”, 2013, a artista registra o nascer e o pôr do sol em um lago na Finlândia durante uma residência em 2012, e capta situações randômicas que acontecem na paisagem.
Já Ghisoni, na série “O mundo é independente da minha vontade”, 2015, desenvolve um sistema aleatório para trabalhar com técnicas fotográficas como sombra, luz e cor, criando resultados visuais atemporais. Abelardo Morell, Alice Quaresma e Lina Kim criam ficções por meio de composições cenográficas e situações premeditadas, desenvolvendo novas narrativas. Ao encontro, Betina Samaia, Gustavo Lacerda e Gian Spina usam do retrato para aludir a personagens e momentos criados dentro da ótica de uma realidade inventada.
Artistas Participantes
Abelardo Morell
Alice Quaresma
Betina Samaia
Claudia Jaguaribe
Claudio Edinger
Douglas Gordon
Gian Spina
Gilvan Barreto
Guilherme Ghisoni
Gustavo Lacerda
Lina Kim
Michael Wesely
Renata Padovan
Rosângela Rennó






















